O Deputado Estadual Hélio Nishimoto (PSDB) visitou a redação do Semanário para falar sobre seu trabalho na Assembleia Legislativa do Estado. Ele falou sobre sua atuação junto ao Conselho da Região Metropolitana do Vale e como hoje considera o foco principal de seu trabalho a cidade de Jacareí. Confira a entrevista.
Semanário: Hélio falou sobre sua atuação nas comissões da Região Metropolitana do Vale do Paraíba
“Jacareí é uma das cidades que consideramos mais importantes para atuar. Nós atuamos nas 39 cidades da região. O Conselho da Região Metropolitana tem o trabalho de administrar a região. Amanhã teremos uma reunião para discutir o orçamento da região pro ano que vem.
Como você tem visto os trabalhos do Conselho? O interesse do conselho está acima do interesse dos municípios?
O objetivo da região metropolitana é que o Conselho e as câmaras temáticas funcionem com um interesse muito mais na região do que propriamente em cada município. Por isso, tem um representante ou dois de cada região nas reuniões. O pensamento da região metropolitana é justamente trabalhar com a região toda, não só focado em um município individualmente.
Semanário: Mas os prefeitos, os representantes, estão entregues ao propósito da região?
Estão entregues sim, apesar de eles terem interesses individuais. Mas na região metropolitana não se discute os interesses individuais. Eventualmente, alguém pode até colocar, mas não é o foco mais importante do conselho. As necessidades específicas eles até levam para o Governo do Estado diretamente ou através da gente. Como agora as câmaras temáticas e as câmaras temáticas especiais estão começando a entender a intenção do funcionamento, ainda estão começando a engrenar. Como eu disse, teremos a reunião em São José amanhã para decidir o orçamento da região e isso envolve também o trabalho da Assembléia, que daqui pra frente fará um levantamento das necessidades por região, dentro do orçamento do Estado.
Semanário: E qual a sua avaliação sobre o trabalho?
Ainda está iniciando. Nós temos ainda pouco tempo de vida e a experiência ainda não demonstra resultados. As primeiras reuniões ainda estão sendo feitas. Na segunda-feira discutimos a saúde e transporte em uma reunião em Cruzeiro. Em relação ao transporte, está tudo tranqüilo. Todos os trabalhos que estão sendo feitos na região foram devidamente apresentados, como a obra na Tamoios, prazos, licitações. Agora, na questão de saúde ainda temos algumas dificuldades, principalmente no Hospital Frei Galvão, de Guararatinguetá. Eles enfrentam dificuldades na administração, o estado não está aceitando bem a forma como o hospital está querendo fazer parcerias. (talvez, mais por causa do administrador do Frei Galvão).
Semanário: E como está Jacareí na pauta de saúde da região metropolitana?
Em Jacareí, boa parte da referência é de São José dos Campos. Amanhã haverá uma reunião em São Paulo entre prefeito e a Secretaria Municipal de Saúde e a dirigente nacional de saúde onde serão decididas algumas coisas nessa questão: o início da construção do hospital regional em SJC e quando vai ser iniciada a licitação, e também um trabalho sobre pediatria. O Hospital Municipal de São José tem a sessão de pediatria bem estruturada, mas além desse hospital nós temos o GAAC (que atende crianças com câncer), que está com o hospital sub-utilizado com uma estrutura de primeiro mundo. Então a tentativa da reunião é trazer todo o serviço de pediatria para o GAAC. O estado entraria com os custeios, e manteria o trabalho de pediatria como referência aqui pro Vale, tanto em atendimento à criança com câncer como em atendimento pediátrico em geral. Nessa questão, Jacareí tem uma dificuldade. Hoje, a Santa Casa é administrada pela prefeitura e por isso o estado não interfere. Então, não há nenhum convênio direto com o estado. Se tem, deve ser coisa muito pequena.
Semanário: Só da pra ter algum tipo de intervenção estadual se for retirada a intervenção municipal da Santa Casa?
A prefeitura pode ajudar, mas tem que ter um provedor, tem que ter alguém que cuide da Santa Casa. Então, hoje é só a prefeitura: atendimento do SUS só com a administração municipal.
Semanário: E você acha que Jacareí pode, em algum tipo de projeto futuro, vir a se tornar uma referência entre as cidades menores (Santa Branca, Igaratá) quanto à saúde?
Pode. Tem esse potencial sim, principalmente pelo que nós conhecemos do Hospital São Francisco. Eu aposto muito nesse hospital, tanto que nós temos o ajudado com emendas freqüentes. O São Francisco tem uma boa estrutura e está com projeto de ampliação. Ele tem uma maternidade muito boa – quem sabe vire referência em trabalho de maternidade? É muito bom o trabalho que eles fazem. Assim como em SJC nós temos a Santa Casa, aqui o S. Francisco é referência há tempos de qualidade. Mas, ainda não se tornou referencia de atendimento SUS para atender a região toda. E poderia ser! Assim como outras especializações que eles estão tendo, tem salas equipadas, com aparelhos moderníssimos.
Isso faz parte da pauta da região metropolitana porque o atendimento agora é todo regional. Todas as cidades trazem reclamações com problemas na saúde e esse é o gargalo principal dos assuntos do conselho. Não só porque esta faltando atendimento ou médicos, é porque não está sendo otimizado o recurso que tem. Cada cidade já tem estrutura que deve ser até suficiente, mas elas não se conectam no atendimento, não se conversam, e o transporte é a logística justamente da locomoção. Porque por exemplo, tem o AME e a rede Lucy Montoro em SJC, pra atender pessoas com necessidades especiais, ou porque sofreu acidente ou porque nasceu assim. Mas, as pessoas, para receberem esse tipo de fisioterapia, tratamento, até vem da primeira vez. Vêm lá de Queluz, por exemplo, daí ela recebe a consulta e o diagnóstico mas não conseguem vir sempre pra realizar o tratamento diário. Essa logística de locomoção é que eles têm dificuldade. Então, estão pensado em pegar os profissionais do Lucy Montoro e levar até outras sub-regiões do Vale para dar treinamento pros profissionais de cada área. Por problemas assim, de locomoção, o AME está em um atendimento de quase ociosidade. Tem capacidade pra realizar de 15 a 20 mil consultas por mês, só que não é utilizado pois os pacientes de outras cidades acabam não tendo acesso pela locomoção. Ou a prefeitura não oferece transporte, ou eles deixam agendado mas não vão porque o desgaste do trajeto é muito grande. A novidade é que está ficando pronto, para o final deste ano ou o começo do ano que vem, o novo AME, de Lorena, facilitando para as cidades mais próximas a irem ate lá receber o tratamento. E Taubaté, de certa forma, se recusou a ter esse serviço pois não quis ceder área para o estado instalar o AME.
Semanário: E aqui em Jacareí não cabe um AME?
Quando foi feito o AME em SJC, a capacidade era pra atender 20 mil consultas por mês e exames e não está sendo utilizado. Então, fazer mais uma unidade tão próxima seria um desperdício.
Então a solução pra essas cidades menores seria que o transporte fosse otimizado para as pessoas poderem ter acesso?
Isso. Para a nossa sub-região fica mais fácil porque a distância máxima entre as cidades é de cerca de 30 km. O problema é a região de Taubaté. Eu acredito que o próximo governo viabilize a construção de um AME lá.
Aproveitando, vou falar de outra questão: a segurança pública do Vale. Jacareí é uma das três cidades mais violentas do Vale, junto com Pinda e Guará. Então, pra isso, nós já conversamos com o secretário estadual, e ele, de forma paliativa, está mandando a ROTA para essa três cidades, pra permanecer alguns dias em cada uma. Mas isso não é suficiente. Por isso, estão vindo mais policias militares, em torno de 300. Estão sendo feitos concursos para escrivão e investigadores, para totalizarem em mais de 800 no estado. Nós temos ainda a troca do comando: coronel Messias passa o comando para o coronel Leônidas, que é da própria região, o que otimiza o trabalho. Entra aí a questão de comprometimento com a cidade, com o trabalho na região.
Semanário: Para os próximos dois anos, quais são os seus projetos para representar a região na Assembléia Legislativa?
Eu atendo as 39 cidades do Vale porque eu sou o único deputado do PSDB do Vale. O correto seria haver mais deputados para que cada um atendesse uma sub-região. Jacareí é uma das cidades mais importantes deste trabalho porque ela faz parte dessa nossa sub-região e preferencialmente temos que , como representante que mora em são josé, atender bem a sub-região (Jacareí, Caçapava, Monteiro Lobato, Igaratá, Santa Branca, Paraibuna e Jambeiro). Dentre essas cidades, Jacareí é a que mais precisa de cuidados, pois, depois de São José dos Campos, é a mais populosa, com uma grande deficiência na estrutura que é notória há muito tempo. Isso envolve a parte viária, na parte de saúde e principalmente na parte de segurança pública pelo destaque na criminalidade. Por isso, a atuação tem que ser aqui. Desde 2009 eu disse à assessoria que Jacareí era a cidade onde deveríamos colocar maior foco. O prefeito de São José, Eduardo Cury, até me liberou a dar atenção pra outras cidades que não São José e eu fiquei bem a vontade pra ajudar Jacareí. Por isso, nós começamos ajudando as entidades sociais daqui (CEPAC, ASPAD), assim como ao hospital São Francisco. Visamos também a parte de segurança. Quando nós estivemos no São João, foi muito solicitado pelos comerciantes a instalação de câmeras de segurança para se proteger dos assaltos constantes. Então, separei 200 mil reais para a instalação das mesmas, só que o estado não faz. Descobrimos que o estado não repassa recursos para câmeras, isso tem que ser municipal. Então eu conversei com a administração daqui, falando que eu tinha essa quantia separada e eles escolheram investir em um posto de saúde que estava sendo construído (Santa Cruz dos Lázaros). Então, agora, devemos tentar investir novamente nessa questão das câmeras de monitoramento, mas a iniciativa teria que vir da prefeitura, que aplicou a verba na saúde mas não repôs para a segurança.
Mas, frisando, a minha prioridade é Jacareí. Temos inclusive emendas para cobrir a quadra do Vila Garcia. Para os próximos anos, quero continuar investindo aqui. Agora, para mim, ficaria mais fácil se conseguíssemos ter uma harmonia maior com a administração pública local como eu tenho em outras cidades, onde os líderes são do mesmo partido ou de partidos coligados. Aqui, a gente acaba tendo uma barreira, pois a administração local pensa muito politicamente.
Hélio Nishimoto – Perfil:
Hélio Nishimoto tem 49 anos e iniciou sua carreira política em 1994, quando conquistou a vaga de vereador pelo PSDB com 1.120 votos. Desde então vive uma escalada crescente de votos, tendo chegado a 78.906 votos em 2010, pela vaga de Deputado Estadual.
Formado em Adminsitração de Empresas, é cristão e considera sua atuação marcada pela luta em favor da comunidade menos favorecida, apresentando projetos de lei voltados para saúde, educação e esporte.
Pertence ao Conselho Superior de Apoio e Orientação do Bunkyo – Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social. Recentemente, Nishimoto foi convidado a seguir fazendo parte do Conselho do Bunkyo, para o biênio 2011-2013.
Apaixonado por esportes, em junho de 2009 aceitou o convite da FPF (Federação Paulista de Futebol) para ser o vice-presidente regional da entidade pelo Vale do Paraíba.
Em junho deste ano (2011), o deputado Hélio Nishimoto foi eleito para a presidência do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa de São Paulo, por unanimidade. É membro do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte.
FONTE ; SEMANÁRIO DE JACAREÍ
www.semanariodejacarei.com.br
sexta-feira, 22 de junho de 2012
Hélio Nishimoto: prioridade é Jacareí
O Deputado Estadual Hélio Nishimoto (PSDB) visitou a redação do Semanário para falar sobre seu trabalho na Assembleia Legislativa do Estado. Ele falou sobre sua atuação junto ao Conselho da Região Metropolitana do Vale e como hoje considera o foco principal de seu trabalho a cidade de Jacareí. Confira a entrevista.
Semanário: Hélio falou sobre sua atuação nas comissões da Região Metropolitana do Vale do Paraíba
“Jacareí é uma das cidades que consideramos mais importantes para atuar. Nós atuamos nas 39 cidades da região. O Conselho da Região Metropolitana tem o trabalho de administrar a região. Amanhã teremos uma reunião para discutir o orçamento da região pro ano que vem.
Como você tem visto os trabalhos do Conselho? O interesse do conselho está acima do interesse dos municípios?
O objetivo da região metropolitana é que o Conselho e as câmaras temáticas funcionem com um interesse muito mais na região do que propriamente em cada município. Por isso, tem um representante ou dois de cada região nas reuniões. O pensamento da região metropolitana é justamente trabalhar com a região toda, não só focado em um município individualmente.
Semanário: Mas os prefeitos, os representantes, estão entregues ao propósito da região?
Estão entregues sim, apesar de eles terem interesses individuais. Mas na região metropolitana não se discute os interesses individuais. Eventualmente, alguém pode até colocar, mas não é o foco mais importante do conselho. As necessidades específicas eles até levam para o Governo do Estado diretamente ou através da gente. Como agora as câmaras temáticas e as câmaras temáticas especiais estão começando a entender a intenção do funcionamento, ainda estão começando a engrenar. Como eu disse, teremos a reunião em São José amanhã para decidir o orçamento da região e isso envolve também o trabalho da Assembléia, que daqui pra frente fará um levantamento das necessidades por região, dentro do orçamento do Estado.
Semanário: E qual a sua avaliação sobre o trabalho?
Ainda está iniciando. Nós temos ainda pouco tempo de vida e a experiência ainda não demonstra resultados. As primeiras reuniões ainda estão sendo feitas. Na segunda-feira discutimos a saúde e transporte em uma reunião em Cruzeiro. Em relação ao transporte, está tudo tranqüilo. Todos os trabalhos que estão sendo feitos na região foram devidamente apresentados, como a obra na Tamoios, prazos, licitações. Agora, na questão de saúde ainda temos algumas dificuldades, principalmente no Hospital Frei Galvão, de Guararatinguetá. Eles enfrentam dificuldades na administração, o estado não está aceitando bem a forma como o hospital está querendo fazer parcerias. (talvez, mais por causa do administrador do Frei Galvão).
Semanário: E como está Jacareí na pauta de saúde da região metropolitana?
Em Jacareí, boa parte da referência é de São José dos Campos. Amanhã haverá uma reunião em São Paulo entre prefeito e a Secretaria Municipal de Saúde e a dirigente nacional de saúde onde serão decididas algumas coisas nessa questão: o início da construção do hospital regional em SJC e quando vai ser iniciada a licitação, e também um trabalho sobre pediatria. O Hospital Municipal de São José tem a sessão de pediatria bem estruturada, mas além desse hospital nós temos o GAAC (que atende crianças com câncer), que está com o hospital sub-utilizado com uma estrutura de primeiro mundo. Então a tentativa da reunião é trazer todo o serviço de pediatria para o GAAC. O estado entraria com os custeios, e manteria o trabalho de pediatria como referência aqui pro Vale, tanto em atendimento à criança com câncer como em atendimento pediátrico em geral. Nessa questão, Jacareí tem uma dificuldade. Hoje, a Santa Casa é administrada pela prefeitura e por isso o estado não interfere. Então, não há nenhum convênio direto com o estado. Se tem, deve ser coisa muito pequena.
Semanário: Só da pra ter algum tipo de intervenção estadual se for retirada a intervenção municipal da Santa Casa?
A prefeitura pode ajudar, mas tem que ter um provedor, tem que ter alguém que cuide da Santa Casa. Então, hoje é só a prefeitura: atendimento do SUS só com a administração municipal.
Semanário: E você acha que Jacareí pode, em algum tipo de projeto futuro, vir a se tornar uma referência entre as cidades menores (Santa Branca, Igaratá) quanto à saúde?
Pode. Tem esse potencial sim, principalmente pelo que nós conhecemos do Hospital São Francisco. Eu aposto muito nesse hospital, tanto que nós temos o ajudado com emendas freqüentes. O São Francisco tem uma boa estrutura e está com projeto de ampliação. Ele tem uma maternidade muito boa – quem sabe vire referência em trabalho de maternidade? É muito bom o trabalho que eles fazem. Assim como em SJC nós temos a Santa Casa, aqui o S. Francisco é referência há tempos de qualidade. Mas, ainda não se tornou referencia de atendimento SUS para atender a região toda. E poderia ser! Assim como outras especializações que eles estão tendo, tem salas equipadas, com aparelhos moderníssimos.
Isso faz parte da pauta da região metropolitana porque o atendimento agora é todo regional. Todas as cidades trazem reclamações com problemas na saúde e esse é o gargalo principal dos assuntos do conselho. Não só porque esta faltando atendimento ou médicos, é porque não está sendo otimizado o recurso que tem. Cada cidade já tem estrutura que deve ser até suficiente, mas elas não se conectam no atendimento, não se conversam, e o transporte é a logística justamente da locomoção. Porque por exemplo, tem o AME e a rede Lucy Montoro em SJC, pra atender pessoas com necessidades especiais, ou porque sofreu acidente ou porque nasceu assim. Mas, as pessoas, para receberem esse tipo de fisioterapia, tratamento, até vem da primeira vez. Vêm lá de Queluz, por exemplo, daí ela recebe a consulta e o diagnóstico mas não conseguem vir sempre pra realizar o tratamento diário. Essa logística de locomoção é que eles têm dificuldade. Então, estão pensado em pegar os profissionais do Lucy Montoro e levar até outras sub-regiões do Vale para dar treinamento pros profissionais de cada área. Por problemas assim, de locomoção, o AME está em um atendimento de quase ociosidade. Tem capacidade pra realizar de 15 a 20 mil consultas por mês, só que não é utilizado pois os pacientes de outras cidades acabam não tendo acesso pela locomoção. Ou a prefeitura não oferece transporte, ou eles deixam agendado mas não vão porque o desgaste do trajeto é muito grande. A novidade é que está ficando pronto, para o final deste ano ou o começo do ano que vem, o novo AME, de Lorena, facilitando para as cidades mais próximas a irem ate lá receber o tratamento. E Taubaté, de certa forma, se recusou a ter esse serviço pois não quis ceder área para o estado instalar o AME.
Semanário: E aqui em Jacareí não cabe um AME?
Quando foi feito o AME em SJC, a capacidade era pra atender 20 mil consultas por mês e exames e não está sendo utilizado. Então, fazer mais uma unidade tão próxima seria um desperdício.
Então a solução pra essas cidades menores seria que o transporte fosse otimizado para as pessoas poderem ter acesso?
Isso. Para a nossa sub-região fica mais fácil porque a distância máxima entre as cidades é de cerca de 30 km. O problema é a região de Taubaté. Eu acredito que o próximo governo viabilize a construção de um AME lá.
Aproveitando, vou falar de outra questão: a segurança pública do Vale. Jacareí é uma das três cidades mais violentas do Vale, junto com Pinda e Guará. Então, pra isso, nós já conversamos com o secretário estadual, e ele, de forma paliativa, está mandando a ROTA para essa três cidades, pra permanecer alguns dias em cada uma. Mas isso não é suficiente. Por isso, estão vindo mais policias militares, em torno de 300. Estão sendo feitos concursos para escrivão e investigadores, para totalizarem em mais de 800 no estado. Nós temos ainda a troca do comando: coronel Messias passa o comando para o coronel Leônidas, que é da própria região, o que otimiza o trabalho. Entra aí a questão de comprometimento com a cidade, com o trabalho na região.
Semanário: Para os próximos dois anos, quais são os seus projetos para representar a região na Assembléia Legislativa?
Eu atendo as 39 cidades do Vale porque eu sou o único deputado do PSDB do Vale. O correto seria haver mais deputados para que cada um atendesse uma sub-região. Jacareí é uma das cidades mais importantes deste trabalho porque ela faz parte dessa nossa sub-região e preferencialmente temos que , como representante que mora em são josé, atender bem a sub-região (Jacareí, Caçapava, Monteiro Lobato, Igaratá, Santa Branca, Paraibuna e Jambeiro). Dentre essas cidades, Jacareí é a que mais precisa de cuidados, pois, depois de São José dos Campos, é a mais populosa, com uma grande deficiência na estrutura que é notória há muito tempo. Isso envolve a parte viária, na parte de saúde e principalmente na parte de segurança pública pelo destaque na criminalidade. Por isso, a atuação tem que ser aqui. Desde 2009 eu disse à assessoria que Jacareí era a cidade onde deveríamos colocar maior foco. O prefeito de São José, Eduardo Cury, até me liberou a dar atenção pra outras cidades que não São José e eu fiquei bem a vontade pra ajudar Jacareí. Por isso, nós começamos ajudando as entidades sociais daqui (CEPAC, ASPAD), assim como ao hospital São Francisco. Visamos também a parte de segurança. Quando nós estivemos no São João, foi muito solicitado pelos comerciantes a instalação de câmeras de segurança para se proteger dos assaltos constantes. Então, separei 200 mil reais para a instalação das mesmas, só que o estado não faz. Descobrimos que o estado não repassa recursos para câmeras, isso tem que ser municipal. Então eu conversei com a administração daqui, falando que eu tinha essa quantia separada e eles escolheram investir em um posto de saúde que estava sendo construído (Santa Cruz dos Lázaros). Então, agora, devemos tentar investir novamente nessa questão das câmeras de monitoramento, mas a iniciativa teria que vir da prefeitura, que aplicou a verba na saúde mas não repôs para a segurança.
Mas, frisando, a minha prioridade é Jacareí. Temos inclusive emendas para cobrir a quadra do Vila Garcia. Para os próximos anos, quero continuar investindo aqui. Agora, para mim, ficaria mais fácil se conseguíssemos ter uma harmonia maior com a administração pública local como eu tenho em outras cidades, onde os líderes são do mesmo partido ou de partidos coligados. Aqui, a gente acaba tendo uma barreira, pois a administração local pensa muito politicamente.
Hélio Nishimoto – Perfil:
Hélio Nishimoto tem 49 anos e iniciou sua carreira política em 1994, quando conquistou a vaga de vereador pelo PSDB com 1.120 votos. Desde então vive uma escalada crescente de votos, tendo chegado a 78.906 votos em 2010, pela vaga de Deputado Estadual.
Formado em Adminsitração de Empresas, é cristão e considera sua atuação marcada pela luta em favor da comunidade menos favorecida, apresentando projetos de lei voltados para saúde, educação e esporte.
Pertence ao Conselho Superior de Apoio e Orientação do Bunkyo – Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social. Recentemente, Nishimoto foi convidado a seguir fazendo parte do Conselho do Bunkyo, para o biênio 2011-2013.
Apaixonado por esportes, em junho de 2009 aceitou o convite da FPF (Federação Paulista de Futebol) para ser o vice-presidente regional da entidade pelo Vale do Paraíba.
Em junho deste ano (2011), o deputado Hélio Nishimoto foi eleito para a presidência do Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Assembleia Legislativa de São Paulo, por unanimidade. É membro do Conselho de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte.
FONTE ; SEMANÁRIO DE JACAREÍ
www.semanariodejacarei.com.br
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