sexta-feira, 6 de julho de 2012
A força que parou a Fapija – Opinião
A força que parou a Fapija
Não vamos falar de uma promotora que leva seu trabalho a sério, nem de um juiz ou um tribunal que preza pela imparcialidade. Vamos falar de como cidadãos que sabem usufruir dos seus direitos podem mudar tradições e afetar a história. Nesta semana ouvimos várias vezes a pergunta: “Depois de 29 anos vão achar ruim o barulho?” Sim, porque ninguém é obrigado a se calar para sempre diante do que considera abuso, e deve procurar o Estado para reivindicar soluções. Neste caso, os moradores incomodados procederam corretamente: redigiram um abaixo-assinado e o encaminharam ao Ministério Público, que abriu inquérito e, posteriormente moveu Ação Civil (leia mais na página 8).
Agora vai
Por mais um ano, a Fapija “vai mesmo” pra Carvalho pinto no ano que vem. Não, é sério! Parece que desta vez vai mesmo. Mas por que não foi antes? Oficialmente, porque a nova sede não está pronta. Mas por que não estava antes? Faltou dinheiro? Dizem que falta fazer uma obra viária no caminho que leva ao Agrocentro. Mas parece que agora vai. E se é assim, a decisão judicial deste ano, que praticamente impossibilita a realização de shows, seria bater em cachorro morto? Não, pôr um freio na Fapija no Centro foi selo de reprovação popular a uma atitude abusiva.
Circo
Sem contar que é ano eleitoral. Qualquer circo previamente armado para a feira foi desfeito no susto. Não é possível, porém, dizer se o cancelamento da Fapija 2012 terá qualquer efeito na popularidade do prefeito Hamilton.
Orçamento
O assunto Fapija esta semana ofuscou um tema importantíssimo para a cidade. A votação da Lei de diretrizes orçamentárias para 2013. Está projetado gastar R$10 mil para abertura de ruas e avenidas e R$2,2 milhões para desapropriações (necessárias para eventual abertura de rua). Isto numa cidade cujo trânsito implode a cada dia. Segundo opinião do vereador Dario Bueno, que votou contra a LDO, isto atesta o desinteresse da Administração em elaborar projetos, ou ao menos reservar recursos decentes para que o trânsito na cidade tenha soluções realmente eficientes.
REDAÇÃO : JORNAL SEMANÁRIO DE JACAREÍ
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